quinta-feira, 14 de julho de 2011

LUGAR DE REFUGIO

É comum as pessoas refugiarem-se em coisas diversas nos momentos difíceis da vida. Há ocasiões em que o desejo de solucionar os problemas é tão intenso que o indivíduo "atira” para todos os lados a fim de fazê-lo. Nesta ânsia, recorre-se a tudo e a todos e o Refúgio Genuíno acaba por ser esquecido. Diante disto, lembre-se: quando a situação estiver difícil você deve refugiar-se na cruz de Cristo. Pelas seguintes razões:

1. A cruz tem seu significado (Gálatas 3:13)
"Cristo nos redimiu da maldição da Lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro’”.
Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro: é uma citação de um texto do Antigo Testamento que está em Deuteronômio 21:23. Aqui ela é aplicada à crucificação de Cristo, porque seu corpo ficou pendurado na cruz até ser removido por José de Arimatéia (João 19:38).
O apóstolo vê nesta declaração da Escritura uma explicação de como Cristo veio a ser uma maldição. O modo como morreu o envolvera nesta maldição. Mas Paulo vê na morte de Jesus uma importância infinitamente mais profunda, pois a maldição que pairava sobre o Salvador crucificado era a mesma que paira sobre todos os homens. Assim, Ele não nos remiu de algo apenas imaginário, nem de qualquer coisa válida somente da perspectiva da antiga lei.
Não perca a essência do significado da cruz, porque pregado a ela estava Aquele que é o único que verdadeiramente tem condições de lhe proporcionar alívio nos momentos adversos e ainda ser o seu refúgio nas tribulações, até porque de sofrimento ele entende melhor que ninguém.
2. O crucificado promete-nos descanso (Mateus 11:28)
"Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.
Este Filho equipado com todos os poderes, a quem tudo foi entregue, convoca agora para o vir. E tudo isto à vista de todas aquelas pessoas e cidades que desprezaram a graça que lhes foi presenteada por intermédio de Cristo Jesus. Ele não se deixou desanimar e nem se desviou de sua tarefa por insucessos. Diante de toda a hostilidade e rejeição demonstradas, ele se expõe e clama:
"Venham todos, eu lhes quero dar descanso!”
Duas características daqueles que são convidados a vir são mencionadas: eles precisam estar cansados e sobrecarregados. Também aos que interiormente estão cansados e sobrecarregados será concedido o descanso do Cristo. Todos podem vir e ter a certeza de que encontrarão o descanso necessário em Jesus.
Ninguém precisa ter medo algum de que suas forças e capacidades serão insuficientes para conquistar tal descanso. Aliás, ele nem precisa ser conquistado; nós, em nada precisamos contribuir para ele. Este descanso é dádiva. É presente daquele que com autoridade divina afirma:
"Eu o darei a vocês”. Não é uma obra humana, mas um ato de Deus que o ser humano recebe como presente.
Ouça a voz do Senhor lhe convidando para que se achegue a ele; ela é como que uma bela canção para seus ouvidos. Ele deseja aliviar sua carga. Lance sobre ele todas as suas dificuldades, pois ele quer cuidar de você. Usufrua deste privilégio!
3. O crucificado oferece-nos vida eterna (João 11:25,26)
"Disse-lhe Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente...’”
A morte de Lázaro e sua ressurreição subsequente devem ser um modelo de certeza da vida eterna que todos os crentes em Cristo poderão desfrutar. Jesus não é somente aquele que ressuscita e dá vida; ele é pessoalmente a ressurreição e a vida. Elas (ressurreição e vida) estão intimamente associadas a Cristo, e é tal a natureza dele, que a morte definitiva não existe para ele. O Senhor além de ser a vida, ele a transmite ao cristão de modo que a morte nunca triunfará sobre ele (I Coríntios 15:54-57).
Quem crê em Jesus e passa pela morte física mesmo assim não morrerá eternamente. Isto é mais do que um anúncio da ressurreição geral do último dia; é uma previsão da ressurreição do próprio Cristo e a certeza de que os que nele creem, estando unidos a ele pela fé, participarão de sua vida ressurreta mesmo experimentando a morte do corpo; a vida mortal chegará ao fim e a vida verdadeira durará para sempre.
Assim sendo, percebe-se que as duas afirmações de Jesus sobre a ressurreição e a vida, no texto em questão, não são sinônimas apesar de serem paralelas, com menciona C. H. Dodd em seu livro The Interpretation of the Fourth Gospel, sendo que a primeira esclarece a afirmação eu sou a ressurreição, e a segunda o faz em relação às palavras eu sou a vida.
Daqui para frente, eu proponho que você, ao passar por situações adversas, não mais tente solucioná-las de outras formas senão refugiando-se na cruz de Cristo, pois ela lhe oferece o necessário para que, do jeito divino, ou seja, da melhor maneira, o seu problema seja sanado.
Deus o abençoe
Pastor Renato (1ª Igreja Ev. Irmãos Menonitas do Jabaquara)

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